Engraçado e divertido – porém não era isso que os fãs esperavam…
Filmes baseados em games sempre foram uma caixinha de Pandora: podem tornarem-se sucesso entre os gamers e nerds e ficarem completamente no limbo aos demais expectadores, agradar quem nunca jogou mas desagradar os gamers fiéis que esperavam mais… Ou simplesmente ser uma bomba que não atraia ninguém.
A produção de hoje, bem, para a grande maioria dos que a assistiram, escolheram ficar no terceiro grupo citado… Mas é tudo uma questão de ver o filme com os “olhos certos” e com expectativas mais adequadas. Então verás que vai se divertir com ele!
 Street Fighter: A Batalha Final
Produzido em 1994, época em que “Street Fighter 2” mandava e desmandava nos Arcades e consoles domésticos, “Street Fighter: A Batalha Final” (originalmente apenas “Street Fighter”) trás uma trama bem maluca com os personagens do game como protagonistas.
Não tem campeonato aqui para decidir quem é o mais forte – ao invés disso o que temos é uma organização criminosa de alcance mundial e liderada por um tirano lunático contra um exército de militares de uma versão das Nações Unidas (a fictícia “Aliança das Nações”). Esta organização seria a mítica Shadaloo, o tirano lunático seria ninguém menos que o General M. Bison e o chefe das operações militares da A.N. seria o patriótico Coronel Guile.
A trama é fraca (Bison raptou reféns, vai mata-los se não receber um enorme resgate, Guile tem que salvar o dia, etc.), mas o que realmente causou estranheza por parte dos fãs dos games foi a maneira pela qual os personagens foram mostrados na trama: Ryu e Ken são golpistas safados? Blanka é uma experiência de laboratório? Dhalsin é cientista? Dee Jay trabalhava na Microsoft?!?
Mas o filme trazia ninguém menos que Jean-Claude Van Damme e Raul Julia nos papeis principais, e isso atraiu muitos para o cinema – sem contar que em muito salvou o filme.
O que eu quis dizer no início com “assistir ao filme com os olhos certos e com expectativas mais adequadas” foi simples: Não tentarmos encontrar ali uma versão live-action do game. Aon invés disso, o vermos como um filme de ação genérico e com altas doses de humor! Bison é um maluco devaneando sobre “Bisonópolis”, Balrog e Honda são hilários juntos em cena (o mesmo com os pilantras Ryu e Ken), Dee Jay é um escorregadio malandro e Zanguief é um bobão infantil e inocente que dispara uma baboseira a cada vez que abre a boca. Isso é sem muito divertido!
Se você nunca assistiu à esta produção, dê-lhe uma chance. Se já assistiu e não gostou, faça uma “sessão repeteco” e, desta vez, tente vê-lo com estes olhos que eu mencionei. A diversão é mais que garantida!